FEIRA PREMIERE BRASIL REALIZADA EM JULHO DE 2011 – LAVAÇÕES DA LAVANDERIA BATIK TEXTIL EM PARCERIA COM A CEDRO TEXTIL.
Popular na década de 60 com o movimento hippie, o tie dye (amarrar e tingir) apesar de ser uma marca registrada do movimento paz e amor que iniciou nos Estados Unidos, é uma técnica usada para tingir tecidos e criar estampas exclusivas. Há milhares de anos atrás já tinha gente fazendo este tipo de moda.
Como quase todas as tendências, o tie-dye nunca morre: é sempre requisitado pelos estilistas. E a cada vez mais vem se destacando nas tendências de moda. Tanto que durante os desfiles de primavera-verão 2010/2011 em Milão, por exemplo, foram vistas muitas peças coloridas utilizando o tie dye, o que prova que será uma temporada cheia de cores através de técnicas diferenciadas. Hoje as peças tie dye dominam quase que 100% do look, da bolsa a rasteirinha.
Tie Dye nas Passarelas:
Tie Dye nas Ruas:
Tie Dye das Famosas:
FOTOS
DESFILE PRÊMIO RIO MODA HYPE NO FASHION RIO INVERNO 2009
Prêmio Rio Moda Hype é um desdobramento do Babilônia Feira Hype,
evento que acontece há 12 anos e que reuniu, novos talentos para poderem
comercializar suas produções diretamente com os consumidores.
Idealizado por Robert Guimarães e Fermando Molinari, o PRMH faz parte
do calendário do Fashion Rio há cinco anos e tem inserido vários estilistas
no mercado profissional.
Seis marcas desfilaram no primeiro dia do Prêmio Rio Moda Hype.
A paulista Fernanda Yamamoto investiu no design esportivo e usou e abusou
das malhas tecnológicas com uma modelagem bem confortável. Já o estilista
Paulo Martins, do Piauí, apostou na mixagem de padrões, apresentando um desfile
multicolorido, como looks que, além de volume, revelam um patchwork
com referências urbanas. O paranaense Alisson Rodrigues foi o único,
que apresentou um desfile masculino e levou à passarela a tradução do estilo
urban com códigos das metrópoles incorporados nas roupas, como faróis,
luzes de alerta e placas de trânsito nas estampas. Júlia Valle, que faz parte
da equipe de criação da Print, de Belo Horizonte, segue a linha mais clássica
em sua criação solo, com um romântico de silhueta mais ajustada e estruturada,
com uma discreta ousadia nos volumes. A carioca Renata Veras, mescla couro
com tricôs e crochês. A estilista trabalha a composição de peças com aplicação
de várias fitas de couro bege e marrom sobre couro preto e consegue um bom
efeito, pespecialmente iluminando com peças mais leves e bem coloridas.
Encerrando o desfile coletivo, a dupla Patrícia Brito e Lívia de Paula, de São Paulo,
da marca Frame, exibiram volumes e sobreposições para criar um inverno
leve com muita malha, moleton e tecido plano.
Desde janeiro, a empresa percorre
várias cidades do Brasil com os seus lançamentos.
"Sentimos a necessidade de rodar o
país, pois temos vários clientes em outras cidades",
afirma Patrícia Ribeiro,
coordenadora de desenvolvimento do índigo.
A editora de moda
da Vogue, Maria Prata,
iniciou o evento com os cinco temas principais. Maria vai
se revezar com a diretora criativa do Seminário Pense Moda,
Camila Yahn,
nas outras cidades.
"Chamamos
pessoas fortes no mercado para enriquecer nosso trabalho. A
Vicunha
quer se posicionar como lançadora de opinião de moda,
modernizando a imagem da empresa",
comenta Patrícia.
Buscando informações em pesquisas,
viagens e feiras internacionais, a Vicunha
aposta na busca do autêntico e da origem do denim.
"Estamos lançando
18 novos produtos e 10 estampas diferentes, como os
xadrezes, poás e os desenhos com inspiração indiana,
seguindo um conceito vintage, com cara de usado e com
tecidos que facilitam a lavagem",
afirma Patrícia.
Temas
Segundo
Maria Prata a principal
pergunta em época de lançamentos é: "qual será a tendência da próxima
estação?" E aí ela se
questiona: "Mas existe uma
única tendência?"
Com certeza a moda
é muito mais complexa e democrática. Atualmente o leque se
abre a várias possibilidades e caminhos a ser pesquisados.
Porém, para facilitar o trabalho de
estilistas e confecções, a
Vicunha propõe cinco temas
abrangentes para o próximo inverno. Vamos a eles:
Happy Tema lúdico, com
tons vibrantes, mas não ácidos, com referências à moda de
rua, ao universo pop e a ícones divertidos. Aqui entram as
sarjas coloridas em pink, lilás, vermelho ou azul mais
claro, os listrados e poás. Lavagens mais escuras também
fazem parte deste tema.
Imperfect Arquitetura
assimétrica de formas e volumes se misturam ao conceito de
feio e belo, um novo olhar sob o corpo e ao estilo
masculino/feminino. Tudo isso seguindo formas exageradas,
inovadoras, com fendas e ombros exagerados. O jeans é
bem escuro e vai do black ao bruto, passando pelos tons
acinzentados. Há ainda efeitos de tie-dye, resinados,
manchados ou aplicação de pigmentos.
Care Segue os cuidados com o corpo, a mente
e o ambiente em que vivemos, sempre pensando na preservação
da natureza. Aqui impera estilo folk, de vários cantos do
mundo, com o hippie, confortável e desencanado. Estampas
étnicas, florais e tons naturais, terrosos e esverdeados,
fazem parte deste tema. A silhueta é solta e o jeans vem
mais claro e detonado.
Imagine Imagine um mundo
fantástico, irreal, repleto de super-heróis: estas são as
referências deste tema que mistura tons de roxo, lilás,
amarelo e vermelho e tecidos resinados, metalizados, com
muito brilho e emborrachados. O denim black e o blue são
intensos e ainda vêm amaciados.
Good Times O último tema
nunca sai de moda, mas volta sempre renovado, buscando
referências no passado, com toques do presente seguindo uma
estética elegante e refinada. Aqui os xadrezes de papel de
parede, fazem a festa em diversas padronagens e tamanhos em
tons escuros e fechados como marrom, verdes e roses. O
jeans
vem no Denim bruto,
com a barra virada, detonado, surrado, esfumaçado, com
aspecto vintage.
Interferências Bigodes 3D: com
resinas, lixados por cima dos amassados, eles continuam
abaixo dos bolsos, atrás dos joelhos e também nas barras.
Blacks: diferenciam-se pelas linhas e
aviamentos coloridos, pequenos ralados e puídos.
Dip Dye: pode vir com trabalho de
clareamento no cós, com pigmento sombreado, com duas
tonalidades parecidas ou com tecidos costurados.
Dirty: em lavagens mais claras, com
trabalho de used, com puídos ou ralados.
Manchados e marmorizados: vêm com
efeitos respingados, tie dye e amarrações que conferem um
efeito manchado desigual.
Raw Denim: tecido
rústico, engomado, pouco amaciado em lavagens mais brutas e
linhas contrastantes.
Resinados: com
brilho
Vintage: com lavagens envelhecidas,
fundos escuros com efeitos sombreados, jatos de areia,
lixados, pigmento branco ou permanganato.
Aparecem ainda respingos
esbranquiçados, calças com vincos, bigodes desalinhados.
Bolsos e filigranas: com pespontos
grandes, tecidos diferentes, pedrarias e bordados,
desfiados, do avesso, com dobras, lixados e filigranas
multicoloridas.
Detalhes:
perfurações em tecidos, remendos grandes, estampa no cós,
cerzidos leves, bolsos deslocados, zíper no bolso, forro do
bolso colorido e estampado.
Por Vanessa de Castro -
jornalista de moda Fotos: Equipe Guia Jeanswear